Foi só chamar a atenção quanto à seriedade do problema que é a Dengue, que as autoridades vieram a reagir para mais um djunta mon de limpeza e combate ao mosquito vector.
Mais uma vez falta coragem aos lideres desta terra (em decretar estado de calamidade pública) e sentido de responsabilidade nas acções de prevenção. Ou não é verdade de que se fossemos povo de tomar atitudes de prevenção e em antecipação mandaríamos fechar Santiago em tempo oportuno e resolver de vez este problema. Aquilo que se diz nosso problema (a dimensão) deveria ser a nossa vantagem.
Bem haja a campanha! peca por tarde e por timidez!
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
...o povo morre, o político discute "K's" & "C's"
... estou indignado, profundamente magoado, pois, enquanto o povo morre de Dengue na Praia, os políticos nacionais estiveram, ontem, no parlamento a discutir a língua Cabo-verdiana ou Kabu-verdiana, seja lá com k ou com c...
...não ouvi ainda nem o primeiro ministro, nem o chefe de estado (que até esteve em role de medalhas de mérito) a se quer dar a cara muito menos mobilizando-se publicamente para esta questão… nem a oposição…
shame on you…!
...não ouvi ainda nem o primeiro ministro, nem o chefe de estado (que até esteve em role de medalhas de mérito) a se quer dar a cara muito menos mobilizando-se publicamente para esta questão… nem a oposição…
shame on you…!
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Cabo Verde
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
ZEE - a nova “Guerra Fria” (...e nós?)
Pese embora desconheça o conteúdo e não tenha lembranças de operações marinhas para o efeito, lembro de que a comunicação social também chegou a informar de que o estado Cabo-verdiano tivera depositado, recentemente, nas Nações Unidas um projecto para a extensão, das 200 milhas para as 350 milhas, da sua plataforma continental.
Cabo Verde, detêm pouco mais de 4 mil km² de território, mas conta com cerca de 700 mil km² de ZEE. Não obstante, e antes de avançarmos, penso que devemos nos concordar em como o país, ainda, não explora convenientemente a sua actual ZEE nem do ponto de vista de exploração (recursos), gestão e muito menos controle da região. Estes, quer em matéria territorial, marítimo, pesqueiro, ambiental, económico, entre outros. No entanto, é verdade de que um aumento da nossa ZEE para as 350 milhas náuticas permitiria ao país incrementar, categoricamente, o seu potencial no mundo.
Cabo Verde encontra-se numa zona de transição entre o Atlântico Sul e o Norte. É sabido que há esforços, pelo menos manifestados em diplomas e documentos, no intuito de aproveitar a localização do país para a consolidação desta vantagem comparativa. Muito embora, se me permitem, temos de ser mais consequentes e ousados na acção. Em paralelo a um conjunto de ganhos inegáveis de que o país tem conquistado, existe um outro conjunto de percas e perdas, não menos importantes, de que temos sido vítimas da nossa própria inércia e passividade. Exemplo mais flagrante disto é a South African Airways, entidade que chegou a ser na década de 80 o terceiro maior contribuinte para o PIB nacional e que hoje deslocalizou o seu tráfego para Dakar. Falando de Dakar, enquanto por aqui estamos a arrancar o projecto portuário para a construção de um hub de transportes marítimos, eles já a têm a anos em funcionamento. Sem contar que apenas a cidade de Dakar tem mais de 2 milhões de habitantes cujo a central eléctrica os alimenta sem cortes comparáveis a Santiago que mais não tem do que apenas 256 mil pessoas.
Voltando a ZEE de Cabo Verde, mais do que nunca deveremos aproveitar esta corrida mundial para o armamento económico-territorial, obrigando no futuro todas as transacções marítimas e aéreas a um natural (necessário e criado) pit-stop no país. Mais, a nossa pequena biodiversidade deverá ser alargado e aumentado ao espaço marítimo em complemento a terrestre (onde existe apenas 240 espécies de plantas conhecidas, 28 espécies de répteis e 36 espécies de aves). Os recursos que poderemos prospectar e explorar serão duplicados com esta extensão, aumentando exponencialmente a oportunidade de acesso às energias fósseis, minérios, recursos pesqueiros, de entre as mais variadas possibilidades que o elemento menos explorado do universo, o mar, possa oferecer.
Todavia, alerto de que não é este o nosso “Calcanhar de Aquiles”. Mais do que novos espaços é preciso mais actitude e acção. É preciso sermos consequente e responsáveis quanto aos nossos discursos, para isso, basta que em complemento ao discurso e a Agenda de Transformação Económica do País (enquanto documento apenas) se promova e desenvolva acções no mesmo sentido, por exemplo, pergunto quantos cursos existem para os Cabo-verdianos no domínio da exploração, gestão e controlo dos recursos marinhos? Mais, saindo de uma perspectiva assistêncialista estadual, quantos cidadãos demonstram interesses e procuram o conhecimento neste domínio?
Mais não pretendo do que suscitar um diálogo público a respeito, entre nós os cidadãos, com relação a aquilo que penso poder ser determinante para o futuro da nossa nação. Venha discutir comigo.
Cabo Verde, detêm pouco mais de 4 mil km² de território, mas conta com cerca de 700 mil km² de ZEE. Não obstante, e antes de avançarmos, penso que devemos nos concordar em como o país, ainda, não explora convenientemente a sua actual ZEE nem do ponto de vista de exploração (recursos), gestão e muito menos controle da região. Estes, quer em matéria territorial, marítimo, pesqueiro, ambiental, económico, entre outros. No entanto, é verdade de que um aumento da nossa ZEE para as 350 milhas náuticas permitiria ao país incrementar, categoricamente, o seu potencial no mundo.
Cabo Verde encontra-se numa zona de transição entre o Atlântico Sul e o Norte. É sabido que há esforços, pelo menos manifestados em diplomas e documentos, no intuito de aproveitar a localização do país para a consolidação desta vantagem comparativa. Muito embora, se me permitem, temos de ser mais consequentes e ousados na acção. Em paralelo a um conjunto de ganhos inegáveis de que o país tem conquistado, existe um outro conjunto de percas e perdas, não menos importantes, de que temos sido vítimas da nossa própria inércia e passividade. Exemplo mais flagrante disto é a South African Airways, entidade que chegou a ser na década de 80 o terceiro maior contribuinte para o PIB nacional e que hoje deslocalizou o seu tráfego para Dakar. Falando de Dakar, enquanto por aqui estamos a arrancar o projecto portuário para a construção de um hub de transportes marítimos, eles já a têm a anos em funcionamento. Sem contar que apenas a cidade de Dakar tem mais de 2 milhões de habitantes cujo a central eléctrica os alimenta sem cortes comparáveis a Santiago que mais não tem do que apenas 256 mil pessoas.
Voltando a ZEE de Cabo Verde, mais do que nunca deveremos aproveitar esta corrida mundial para o armamento económico-territorial, obrigando no futuro todas as transacções marítimas e aéreas a um natural (necessário e criado) pit-stop no país. Mais, a nossa pequena biodiversidade deverá ser alargado e aumentado ao espaço marítimo em complemento a terrestre (onde existe apenas 240 espécies de plantas conhecidas, 28 espécies de répteis e 36 espécies de aves). Os recursos que poderemos prospectar e explorar serão duplicados com esta extensão, aumentando exponencialmente a oportunidade de acesso às energias fósseis, minérios, recursos pesqueiros, de entre as mais variadas possibilidades que o elemento menos explorado do universo, o mar, possa oferecer.
Todavia, alerto de que não é este o nosso “Calcanhar de Aquiles”. Mais do que novos espaços é preciso mais actitude e acção. É preciso sermos consequente e responsáveis quanto aos nossos discursos, para isso, basta que em complemento ao discurso e a Agenda de Transformação Económica do País (enquanto documento apenas) se promova e desenvolva acções no mesmo sentido, por exemplo, pergunto quantos cursos existem para os Cabo-verdianos no domínio da exploração, gestão e controlo dos recursos marinhos? Mais, saindo de uma perspectiva assistêncialista estadual, quantos cidadãos demonstram interesses e procuram o conhecimento neste domínio?
Mais não pretendo do que suscitar um diálogo público a respeito, entre nós os cidadãos, com relação a aquilo que penso poder ser determinante para o futuro da nossa nação. Venha discutir comigo.
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ZEE - a nova "Guerra Fria"
ZEE - exemplo do processo de Portugal
Portugal, para termos um exemplo deste processo, submeteu este ano, à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceite, irá duplicar a sua ZEE para os 3,6 milhões de quilómetros quadrados. Entre as razões apontadas, destacam-se a energia, enquanto um dos aspectos essenciais, não só as fósseis, como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas farmacêuticas. Segundo os técnicos do projecto, tudo isto são áreas que existem no espaço marítimo português, que embora não quantificada a sua dimensão e todo o seu valor estão cientes do potencial. Com este projecto, Portugal, em termos ambientais, poderá ainda iniciar o armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono da atmosfera.
Esta missão portuguesa, contou com uma estrutura chefiada por um engenheiro hidrográfico e oceanógrafo, que conduziu a elaboração da proposta ao longo dos últimos quatro anos, onde foram feitos mais de 1,8 milhões de quilómetros quadrados de levantamentos geográficos e geológicos, foram mais de 950 dias de mar, e envolveu um grupo fixo de 24 especialistas, de entre cientistas, biólogos, geólogos e juristas, mais um outro grupo, flexível, que chegou às 70 pessoas. Tudo para através da ONU, se solicitar à Comissão de Limites de Plataformas Continentais (CLPC) a duplicação da ZEE, dos actuais 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões. Importa salientar ainda, de que a elaboração do projecto português contou também com o auxílio da Marinha Portuguesa, ao nível do Instituto Hidrográfico, e com a participação de oficiais e equipamentos, e ainda do ‘Remote Operated Vehicle’ (ROV), um robô submarino com capacidade de trabalhar até 6 mil metros de profundidade e que só existe em mais cinco países da Europa.
Esta missão portuguesa, contou com uma estrutura chefiada por um engenheiro hidrográfico e oceanógrafo, que conduziu a elaboração da proposta ao longo dos últimos quatro anos, onde foram feitos mais de 1,8 milhões de quilómetros quadrados de levantamentos geográficos e geológicos, foram mais de 950 dias de mar, e envolveu um grupo fixo de 24 especialistas, de entre cientistas, biólogos, geólogos e juristas, mais um outro grupo, flexível, que chegou às 70 pessoas. Tudo para através da ONU, se solicitar à Comissão de Limites de Plataformas Continentais (CLPC) a duplicação da ZEE, dos actuais 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões. Importa salientar ainda, de que a elaboração do projecto português contou também com o auxílio da Marinha Portuguesa, ao nível do Instituto Hidrográfico, e com a participação de oficiais e equipamentos, e ainda do ‘Remote Operated Vehicle’ (ROV), um robô submarino com capacidade de trabalhar até 6 mil metros de profundidade e que só existe em mais cinco países da Europa.
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